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por Caê Jansen

Eu revivo o que há de belo
com sorriso amarelo
me enxergo em ondas sonoras

Fugido da alva assepsia,
tormenta mecânica coordenada
perdido em mais um trago
de um doce aroma renomado

Do café só o odor,
dos encontros as lições,
celestiais presentes racionais
moldam o que somos
mudam nosso ser
apenas a racionalidade muda

Mudo eu grito a plenos pulmões
e nenhum som se propaga,
apenas de propagandas
que vendem lixo processado
e espalham a depressão

Eu crio o criador
logo o criador me cria
e nenhuma criatura além.
Fantasia vestida de realidade
para esquecermos que somos nós
os deuses e demônios de nosso mundo

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