o peso do mundo

por Victor Rossi

Levantamos todos os dias com a intenção de fazer algo diferente. Fazer uma tatuagem, mudar o corte de cabelo, falar tudo o que sentimos para quem amamos. E o que fazemos? Exatamente a mesma merda de sempre. A mesma rotina maçante com o mesmo chefe olhando para sua cara querendo resultados, como se o que você fizesse a mais voltasse para você em elogios.

Tudo na vida acontece por alguma razão. Fazemos o que temos que fazer para continuar a linhagem da espécie. Temos que ter um curso superior, temos que mostrar sempre resultado, temos que fazer coisas que não queremos para gente que não gostamos. Desde que começamos a falar ensinados que “temos que ser algo na vida”, mas o que é “ser algo”?

Se para você “ser algo na vida” é ter uma casinha no interior e trabalhar com artesanato, ótimo, você é a pessoa mais feliz do mundo. Triste é o empresário que queria ser um artista, mas tem que viver 44 horas semanais vestindo social dentro de uma sala fechada, porque disseram a ele que isso seria o melhor. Dinheiro não é a solução para tudo e muito menos para a busca da felicidade.

O peso do mundo fica todo nas suas costas e você não sabe qual é o próximo passo. Mas fugir parece ser a melhor opção. Querer estar longe de tudo isso não é fraqueza, e sim o modo de defesa da nossa mente. Acredito que ela fale: “pare, respire e comece mais uma vez.”

Nunca é tarde para recomeçar, nunca é tarde pra fazer o curso de biologia na faculdade que você não fez antes porque o seu tio disse que fazer comércio exterior dava mais dinheiro. Siga em frente, faça o que quer, viaje para onde você bem entender e se entregue ao mundo de modo que, quando ficar velho, olhe para trás e tenha orgulho, não tristeza. Dane-se o resto, dane-se a pessoa que não gostou do seu novo corte de cabelo ou do seu sapato surrado. Siga e seja feliz. A estrada sempre estará te esperando.

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Victor Rossi reside na Zona Norte de São Paulo. É piloto e amante do motociclismo. Viaja sempre que pode, sem motivo ou destino. Escreve quando tem um tempo livre e troca qualquer coisa por uma boa noite de pizza com os amigos. Ao som de Dio, Black Sabbath, Anathema e outras bandas clássicas de Hard Rock, tenta encontrar seu lugar no mundo e ajudar pessoas o máximo que puder.

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