terça-feira parte II — regar

por Caê Jansen

Seus ossos foram esmagados
Porém o vazio era tanto
Que nem a dor existia
O corpo compacto como uma semente
Foi banhado com o sangue de outrora
E então o suor que antes lhe escorria do rosto
Lhe serviu de alimento
Não sabia
Mas a partir de agora sua vida iria começar
Aquela terra onde foram plantados sangue e suor
Agora seria seu túmulo
E depois, o local de seu nascimento
Mas por hora apenas adormeceu profundamente

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