sobre a liberdade

(sobre = em cima de)

por Nicollas Conti

Não me dê Liberdade
Deixe-me por minha sorte
Tal como eu, você sabe
A única liberdade é a morte

Você é preso em opiniões
Do útero à maturidade
Quando já engasga em convicções
Sai semeando sua insanidade

Você é réplica de sua geração
Não compreende o olhar passado
Tal como ele não enxerga à frente
E assim o ciclo é replicado

Você é um corpo encarcerado
Preso na busca de reconhecimento
Não há beleza, fama ou estrago
Que vá amortizar seu sofrimento

Há a prisão das palavras,
Das emoções, da cultura;
Mais do que tudo, a prisão da alma,
Que a tudo perdura.

Escolha bem suas sinas
Aceite sua calamidade
Veja só, as minhas são as rimas
E a eterna fuga da liberdade.

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