doom patrol vol. 2 #21

por Davis Plassa

Patrulha do Destino
Ano de criação: 1963
Criadores: Arnold Drake, Bruno Premiani, Murray Boltinoff e Bob Haney
Editora: Vertigo (DC)
Nome da HQ: Doom Patrol Vol. 2 #21 (1989)
Escritor e desenhista: Grant Morrison e Richard Case

A Patrulha do Destino é um grupo de aberrações, marginais, párias e desajustados socialmente, que dedicam suas vidas a proteger uma sociedade que nunca os aceitará. Não, eles não são os X-Men. Sim, o líder deles também está em uma cadeira de rodas.

A formação nesta edição da Patrulha era composta por: Chief, o líder da equipe, Robotman, um homem que perdeu seu corpo e agora é um robô, Rebis, um hermafrodita, Crazy Jane, uma esquizofrênica, Dorothy Spinner, uma menina com cara de macaco, e Tempest, um negro (nesse caso ele é o menos diferente).

Minha opinião? Bizarro. É uma HQ em que você pode esperar qualquer coisa. Desde vilões, como um cérebro falante e um gorila que fala francês — apaixonado pelo cérebro (!?) —, Satan, que fica chateado quando o criticam por sua cantoria, até uma edição inteira de Rebis fazendo sexo consigo mesmx.

Porém, o que mais chama atenção são os heróis. Estamos acostumados aos superpoderosos, belos e com boa presença. Mas a Patrulha não: eles têm problemas que, caso existissem super-heróis, com certeza muitos teriam. Como perder o corpo num acidente e ser transformado num robô, mas mesmo assim sentir a amputação corpórea e ter “dores fantasmas”. Ser esquizofrênico mesmo tendo poderes ou ser hermafrodita com habilidades que surgiram da fusão de um homem branco e uma mulher negra.

Em suma, considero essa HQ mais “humanizada”, na medida do possível. Se você fosse um herói, seria super rico como o Batman ou Homem de Ferro? Seria perfeito como Superman e Capitão América? Ou seria só uma pessoa com cara de macaco e habilidades primatas?

Não é uma HQ que vai quebrar paradigmas, te fazer pensar sobre a vida e a morte ou mudar seu dia a dia. Porém, é uma HQ que não trata somente de assuntos convencionais ao mundo dos heróis e sim tenta trazer algo de novo.

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Davis Plassa, 21 anos, futuro engenheiro, paulistano. Amante de Kung Fu, quadrinhos e futebol. Sonha em mudar o mundo.

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