2016 (simplificado)

por Ana de Oliveira

O ano que não foi substantivo e quis ser advérbio só para modificar nossos verbos e adjetivos.

O ano da urgência, que acontece agora.

O ano das interjeições e dos palavrões;

Das transformações.

O ano que não perdoou os desavisados e os distraídos;

Que derrubou quem olhava para trás.

O ano que fez marcas onde não devia só porque tocou-nos com toda a sua falta de gentileza;

O ano do desapego e do desespero;

Com mais um dia só para mais um “oh!”

O ano que fez-nos cair para ensinar-nos a levantar;

E ficar de pé.

O ano da coragem forçada. Da mentira com cara de verdade.

O ano da brutalidade incompreendida;

Que procurou justificar os meios pelos fins.

O ano que foi o que 2015 não teve coragem de ser.

Foi transformador.

Foi 2016.

Feliz Ano Novo.